Leitura territorial produzida pela Bora Brasil para identificar onde existe voto, onde existe potencial e onde a campanha precisa provar força rumo à Assembleia Legislativa do Maranhão.
São Luís (42,8%) + Ribamar e Paço (5,8%) formam o núcleo duro da votação. A expansão estadual depende da retenção dessa fortaleza.
A rede de educação técnica está presente em dezenas de municípios, mas a conversão eleitoral ainda é baixa — um estoque de reconhecimento pronto para ser ativado.
Perder 15% dos votos em São Luís exigiria compensar com crescimento em dezenas de cidades pequenas. A prioridade orçamentária começa na retenção.
Cruzamentos que revelam riscos estruturais, ativos subutilizados e uma lógica de alocação de recursos que inverte a intuição de campanha.
Os 51,4% de votos fora da Grande Ilha (9.734 votos) estão pulverizados. Nenhum município do interior representa mais do que 5% do total. Isso expõe a candidatura a um efeito de diluição: um concorrente com capilaridade regional pode esvaziar dezenas de pequenas cidades simultaneamente, sem ponto de resistência.
A leitura habitual comemoraria a presença no interior como capilaridade. A análise quantitativa mostra uma dispersão frágil, que exige consolidação urgente e eleva o custo marginal de cada novo voto.
Mapa de Gap IEMA × Voto
Onde há IEMA mas pouco voto = voto dormente
Há municípios com unidade do IEMA onde a votação em 2022 foi baixa. Isso indica um estoque de reconhecimento (alunos, ex-alunos, servidores, famílias) que ainda não foi convertido em voto. O IEMA funciona como um mapa de calor de potencial eleitoral não realizado — cada unidade é uma meta de conversão mensurável.
A campanha tende a usar o IEMA como prova de competência. O achado é que ele deve ser tratado como geografia de expansão prioritária, com metas de conversão por escola, transformando gestão em voto de forma lícita e monitorável.
Perder 15% dos votos em São Luís (~1.200 votos) exigiria crescimento em dezenas de pequenos municípios para compensar. A lógica de portfólio mostra que a maior alocação de recursos deve ir para a retenção da base metropolitana antes de tentar construir força onde a candidata ainda é desconhecida. A defesa não é conservadorismo — é a condição matemática para viabilizar qualquer expansão.
A ânsia por estadualizar a campanha empurra recursos para o interior. A análise quantitativa inverte essa lógica: sem a manutenção da fortaleza de São Luís, todo o resto desaba.
Custo de reposição de uma queda na capital
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